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Um pouco de história

A Dieta Mediterrânea tem uma história milenar. As suas origens encontram-se nos hábitos alimentares da Grécia Antiga e do Império Romano, cujas populações baseavam a sua alimentação principalmente no pão, óleo e vinho, junto com queijos e verduras, pouca carne, peixe e frutos do mar. No decorrer dos séculos esse modelo alimentar foi perpetuado de geração em geração, até chegar aos dias de hoje, mantendo as suas características típicas e peculiares.

Quem inventou o conceito de “Dieta Mediterrânea”, na sua conotação moderna, foi o nutricionista americano Ancel Keys que, nos anos cinquenta, a definiu como um “conjunto de competências, conhecimentos, práticas e tradições que se estendem da paisagem à mesa na região dos países da bacia do Mediterrâneo, passando pelo cultivo, colheita, pesca, conservação, transformação, preparação e, principalmente, pelo consumo do alimento”.

Com a chegada do boom econômico, nos anos sessenta e setenta, a Dieta Mediterrânea foi progressivamente abandonada porque era considerada muito pobre e menos atraente em respeito a outros modelos alimentares. Nos últimos anos, no entanto, nos países do Mediterrâneo, se desenvolveu uma crescente compreensão de quanto fosse importante e precioso este estilo de vida. Essa consciência, junto ao desejo de salvaguardar e promover esta rica bagagem nutricional e cultural, levaram a Espanha, Grécia, Marrocos e Itália a solicitar à UNESCO a inscrição da Dieta na lista dos elementos considerados Patrimônio Imaterial da Humanidade.

A primeira candidatura foi apresentada oficialmente em 2008, mas não foi aceita porque era muito genérica e não coerente com as normas da Convenção sobre o Patrimônio Imaterial, visto que não demonstrava os valores antropológicos e as funções culturais e sociais da Dieta Mediterrânea. Em 2009 a Itália decidiu apresentar um novo dossiê junto com a Espanha, Marrocos e Grécia, obtendo a coordenação do grupo de trabalho internacional. No dia 16 de novembro de 2010, durante a quinta sessão do Comitê Intergovernamental da UNESCO pela salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em Nairóbi, no Quênia, a Dieta Mediterrânea vem inscrita com unanimidade na prestigiosa Lista UNESCO. Já no ano seguinte foram iniciadas as negociações para o alargamento do reconhecimento a três novos países (Croácia, Chipre e Portugal), que chegou no dia 4 de dezembro de 2013 durante o Comitê Intergovernamental de Bacu, no Azerbaijão.

Meddiet - O portal da dieta mediterrânea é um projeto da Università degli Studi di Roma Unitelma Sapienza. Projeto realizado com a contribuição do Ministero delle politiche agricole alimentari e forestali - Decreto Ministerial n. 93824 de 30 dezembro de 2014.

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